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Brasil vive nova onda de contágio do coronavírus


Às vésperas de completar um ano do surgimento do coronavírus, ainda é alarmante a escalada do contágio da doença no Brasil. Assim como aconteceu na Europa e nos Estados Unidos, após um período de aparente controle, a taxa de transmissão e as mortes pela doença voltaram a subir nas últimas semanas atingindo níveis preocupantes, segundo alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Gebreyesus.


No início de dezembro, o total de infectados em território nacional ultrapassava a marca de 6,3 milhões, com mais de 170 mil óbitos. Em um momento de reabertura e afrouxamento em todo o país, com um isolamento social hoje praticamente inexistente, o Brasil retornou ao patamar de mais de 30 mil novos casos e de aproximadamente 600 mortes por dia.


Governos endurecem medidas

No Rio de Janeiro, após o desmonte de hospitais de campanha, a rede de saúde pública da cidade está em colapso. No segundo dia de dezembro, 168 pessoas aguardavam por uma vaga em UTI na região metropolitana. Na rede privada, a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva era de 98%.


Segundo dados do Monitora Covid-19, grupo de estudos da Fiocruz, do total de mortes no Rio pelo coronavírus, somente 40% foi em uma UTI, indicando que, provavelmente, mais da metade da população que veio a óbito pela doença no município sequer teve a chance de receber tratamento intensivo.


Com o cenário atual, especialistas do comitê científico da Prefeitura do Rio já discutem retroceder em algumas medidas de flexibilização, como o fechamento de praias e escolas, e o escalonamento do horário do comércio, a fim de evitar aglomerações no transporte público. As medidas para conter o avanço da doença e evitar um novo lockdown devem ser anunciadas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado nos próximos dias.


Já na cidade de São Paulo, um dia após as eleições municipais foi retomada a fase amarela do Plano SP, que limita a frequência de pessoas e os horários de funcionamento do comércio e de serviços, como bares, restaurantes, academias, salões de beleza, shoppings, escritórios, concessionárias e comércios de rua.


No Distrito Federal, o governo reconheceu a chegada de uma segunda onda do coronavírus e determinou que bares e restaurantes encerrem as atividades às 23h para tentar conter uma disparada nos casos da infecção. Já o Rio Grande do Sul classificou 19 das 21 regiões com a cor vermelha, que indica alto risco de infecção. No Paraná, depois de um aumento de 93% em novembro no número de casos em relação a outubro, além de taxa de ocupação de leitos de UTI no limite, o governo decidiu adotar o toque de recolher, proibindo a circulação de pessoas entre 23h e 5h.


Enquanto o país continua na expectativa para a chegada da vacina contra o Covid-19, algumas medidas são primordiais para conter o avanço da doença. Segundo especialistas, é preciso reforçar as orientações para que todos continuem seguindo as “regras de ouro” – como distanciamento social, uso de máscaras cobrindo boca e nariz, constante higienização das mãos – e que o governo intensifique medidas de vigilância epidemiológica, incluindo testagem ampla da população, rastreio e quarentena de contatos.


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